Autor Tópico: DnD 5e: Tradução à vista  (Lida 13011 vezes)

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DnD 5e: Tradução à vista
« Online: Março 21, 2017, 02:31:52 pm »
A WotC anunciou agora há pouco que a Gale Force Nine (GF9) será responsável pela localização do DnD 5e. Inicialmente, serão traduzidos os três básicos mais o Starter set.

Mais informações aqui e aqui.

Alguém sabe se GF9 já fez esse serviço com algum produto antes no BR? Aliás, conhecem a Fire on Board Jogos? E estou curioso para saber como ficarão serviços como o DM's Guild. Será que haverá espaço para públicos de linguagens específicas?

EDIT: Não deu nem meio-dia do anúncio e a treta já rolou:

Citação de: Antonio Pop, da Redbox
Se tiver paciência de ler, não curta. COMPARTILHE! Obrigado!
-x-x-x-x-x-x-x-x-x-

FOI UM DIA ESPECIAL... aquele 28 de novembro 2015. Fábio Ribeiro, nosso despachante, havia conseguido uma brecha com a Hasbro e haveria a possibilidade de começarmos a tratar da publicação do D&D no Brasil. Para uma tarefa tão árdua, tão grande, tão pesada o Fábio cometeu o primeiro dos erros que cometeria nesta história toda, mas com certeza o mais complicado dos erros.

Formou um grupo de editoras que trabalhariam no projeto D&D, ou seja uma forma de unir editoras para conseguir a publicação do D&D no Brasil em português.
Foram convidadas para o projeto a Redbox, a Meeple BR e a Fire On Board que formariam uma nova editora, uma Joint Venture chamada FMR (com as iniciais das empresas, Fire Meeple Red) com objetivo único de publicar o D&D.

Após meses de reuniões, idas e vindas, emails respondidos, outros esquecidos, projetos formulados, formulários preenchidos, estávamos muito próximos de conseguir finalmente a licença do D&D para o Brasil quando descobrimos uma informação quente. A Gale Force Nine da Inglaterra estava sublicenciando o D&D para outros idiomas com o Aval da Wizards. Havíamos descoberto o por que do processo estar parado em Seattle.

Aqui cometemos o erro 2. Vejam só:

Trocamos o Fábio, interlocutor com a Hasbro/Wizards, pelo João Barcelos da Fire On Board. Deste ponto em diante o João seria o responsável por negociar o licenciamento do D&D pela FMR. e assim foi por todo o ano de 2016 quando tivemos uma reunião em ESSEN com a Gale Force Nine.

Na reunião conhecemos toda a equipe, ficamos sabendo que iríamos ser a editora do D&D no Brasil que tudo estava certo e que teríamos que correr com a produção, tradução e etc. Estava tudo certo. Só falta o que? O contrato da Wizards conosco que estava sendo "aprovado" pela matriz e seria assinado em breve.

Com essa resposta positiva de sucesso nas mãos, partimos para a parte prática da coisa. Marcamos uma reunião com todas as empresas aqui em Niterói em novembro de 2016. Eram os últimos passos para termos o D&D em português. E eles foram dados durante um sábado de grande trabalho numa reunião que levou praticamente o dia inteiro.

Veio pela Redbox, eu e o Fabiano pela Redbox, o Diego Bianchini pela Meeple Br, o Fábio Ribeiro pela Rigo Logística e pela Fire on Board uma comitiva. João Barcelos, sua namorada Aline e o irmão da namorada do João (?!?!?) Yuri.

Várias coisas ficaram decididas. Preço, forma de trabalho, divisão das tarefas (a Redbox ficaria a cargo da parte editorial, tradução, diagramação e parte gráfica bem como a comercial), um selo para ser trabalhado e não confundir com as empresas antigas, que teríamos um blog para material não oficial, quem faria essa ou aquela coisa. Enfim, decidimos TODA a parte contratual da FMR. Sabíamos quem faria o que e quanto cada empresa teria de pagar para entrar no projeto.

Como já era novembro e o prazo era curto, começamos as traduções já na semana seguinte. Formamos um equipe de tradutores e revisores profissionais (Gabriel de Oliveira Brum, Nino Xavier Simas e Elisa Guimarães) que também eram jogadores para traduzir o Players e deixamos a coordenação da tradução na mão do Igor Moreno. Conheço poucas pessoas que manjam mais de traduções, inglês e D&D 5 ed. no Brasil (Valeu cara! Fomos sacaneados mas valeu pelo trabalho classe A)!

No entanto após a formação da empresa estar combinada algumas coisas começaram a acontecer, isso acendeu a luz amarela, mas infelizmente nunca tivemos uma visão clara do que estava acontecendo...

O contrato da Wizards nunca chegava. as reuniões que o João Barcelos fazia nunca eram reportadas direito. só frases curtas e sem muito direcionamento, tipo "eles estão cansados do evento. Ficou pra semana seguinte". E coisas desse porte. A Luz amarela começava a ficar laranja.

Veio o ano novo e a promessa era de contrato assinado em janeiro!
Esperamos janeiro e a assinatura do contrato foi prorrogada mais uma vez para fevereiro.
Chegamos em fevereiro e descobrimos que a FoB já estava usando a alcunha "editora que publicará o D&D no Brasil" como forma de melhorar o seu desempenho junto aos lojistas. Interpelado por isso, João Barcelos pediu desculpas e disse que isso não se repetiria...

E não se repetiu.

No dia que receberíamos o contrato para assinar, recebemos um email vago e exageradamente pseudojurídico informando que a FoB não tinha mais interesse no projeto e se retirava do projeto D&D/FMR.

Como assim? Mas em que pé as negociações pararam? Por que vcs saíram do projeto? Nada foi esclarecido e quando procuramos a Gf9 para retomar a negociação, a bomba!
"A Fire on Board já assinou o contrato do D&D para o português. Desculpe mas não sabíamos dessa história. Passar bem."

E foi assim que soubemos que fomos sacaneados. Muito sacaneados.

Fizemos várias reuniões sobre como lidar com isso? Jogar no ventilador? Processar? Embargar o negócio? Mandar comunicação por escrito através de advogados? Temos pilhas e pilhas de provas, emails, fotos, mensagens, e até vídeos e áudios, vale a penas processar? Vamos Comunicar a Wizards e a Gale das complicações jurídicas que viram pela frente? Foram várias as sugestões do que fazer.

No fim, definimos que não iríamos atrapalhar o D&D no Brasil. Não seria justo com esse monte de jogador que anseia pelo livro e que não tem oportunidade de jogar em inglês. Não atrapalharemos nosso mercado. Não sacanearemos com ninguém.

Essas coisas pertencem a vida. À entidade que vc acredita. Seja carma, inferno, danação eterna, consciência, lado negro da força. Seja no que você acreditar.

Estas coisas voltam e elas costumam voltar em dobro! Aproveite enquanto você consegue! Seja feliz! E continue baixando a cabeça quando passar perto da gente. Pessoas que agem dessa maneira, que acreditam que "vale tudo no mundo corporativo" não costumam ir muito longe. Ou melhor elas chegam até muito longe, mas quando caem... #eikefeelings

Deve ser um orgulho danado anunciar a publicação no seu país e no seu idioma! Mais do que caminhões de dinheiro (que nós sabemos pelas contas e orçamentos que fizemos enquanto estávamos no projeto, não virá) deve dar um orgulho danado ser o portador da licença do D&D no Brasil. Mesmo que para isso você tenha de enganar outras 3 empresas, dezenas de pessoas, esmagar sonhos pessoais, realizações de infância de um monte de gente.
Enfim, pra concluir. Parabéns pro nosso mercado que voltará a ter o D&D e português. Parabéns pela Fire On Board pelo golpe de mestre. Talvez vcs entendam mais de D&D do que a gente por que rolaram um 20 no ataque pelas costas.

Pra nós, resta apagar os PVs perdidos e seguir em frente. Nos vemos no Vigésimo Nível.

Link pro texto
.


EDIT 2:

O CEO da Fire on Board Jogos deu sua versão dos fatos.

Citar
Como CEO da Fire on Board Jogos, venho comunicar sobre as acusações mentirosas e falsas que estão sendo propagadas à respeito da Fire on Board Jogos nas redes sociais.

Agora vou contar como realmente aconteceu.

Toda negociação, desde o princípio, foi realizada entre a Fire on Board Jogos e a Gale Force Nine, nossa parceira no projeto. Não houve nenhum intermediário, além de mim responsável pelos contratos internacionais. A parceria logo se formou e trabalhamos arduamente para tal. Ambos os lados.

Com o passar das reuniões, consideramos algumas empresas brasileiras para nos ajudar neste grande projeto. Não negamos que conversarmos com tais empresas. Conversamos sim.
Pensamos em ideias, porém, como vou falar mais adiante neste texto, não foram para frente por diversos motivos, o maior: falta de confiança.

Portanto, vamos deixar claro: não houve troca de interlocutor, não houve negociações diretamente com a Wizards/Hasbro. Não houve entre a Fire on Board e as demais editoras nenhum acordo.

Foi informado em tal post que a negociação estava para se concretizar. Agora, me pergunto eu: como algo pode se concretizar antes mesmo de começar?

Tivemos uma reunião presencial em que nada se concretizou. Conversamos e cogitamos hipóteses. E, nesta oportunidade, a RedBox Editora resolveu adiantar a tradução. Depois esta tradução nos foi cobrada e pagamos através de uma transferência ao Diego Bianchini. Mas sequer recebemos, vimos, participamos etc.

Inclusive sentimos muito aos tradutores que se esforçaram para entregar um bom trabalho, que apesar de não termos visto, temos certeza que deve ter ficado muito bom devido às pessoas envolvidas.

Com o passar do tempo, houve vários empecilhos que nos provaram que não seria viável começar uma possível parceria com as demais empresas. Poderia citar e provar vários fatos que acontecerem prejudiciais a Fire on Board Jogos e a vinda do D&D. A maioria relacionada à falta de confiança e desentendimentos. Como estávamos desde o início trabalhando com a Gale por conta própria, decidimos não começar nada com tais empresas e focar no trabalho que já estávamos fazendo.

Avisamos a tais empresas a tempo que não queríamos iniciar nenhum tipo de acordo com elas.
Trabalhamos muito, mas muito mesmo, para trazer o D&D para o Brasil. Foram vários testes de Resistência de Fortitude para evitar níveis de exaustão.

Fico muito triste por saber que isto está vindo à tona agora em um dia tão feliz para toda a comunidade de RPG e para nós. Porém, estamos felizes de saber com 100% de certeza que tomamos a decisão correta.

Não devemos nada a ninguém. Essa explicação é para nossos clientes, consumidores, fãs, seguidores e amantes de RPG e board games. Não é um ataque a nenhuma empresa, mesmo por que não precisamos disto para crescer ou aparecer.

Nunca prejudicamos ninguém e temos plena consciência de nossas atitudes e responsabilidades.

Peço que não acreditem em algo tão vazio e antiprofissional. Tenho certeza que um projeto tão maravilhoso quanto o D&D não iria para uma empresa pequena (de atitude) que fica falando de problemas pessoais pelo Facebook.

Não postamos nada relacionado a hashtag invejoso, nem nado tipo. Não somos assim e não fazemos este tipo de coisa. Novamente, estamos aqui para receber sua dúvida, opinião e demais solicitações.

Esses são os fatos.

O lançamento do D&D é uma notícia incrível. Não queríamos ter que passar por isto e nem fazer vocês passarem. Nos desculpe. Foi mesmo um erro nosso: tentar qualquer coisa com eles.
Estamos aqui para fazer um ótimo trabalho. Que o novo dragão chegue belo e glorioso ao Brasil.

Muito obrigado a todos que nos desejam sucesso.

Trabalhamos por vocês!

João Barcelos e toda equipe Fire on Board.

Original aqui.
« Última modificação: Março 21, 2017, 08:38:26 pm por Bispo »

Offline Arcane

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #1 Online: Março 21, 2017, 08:56:28 pm »
Eles:  :esgrima:

Eu:  :pipoca2:

Mas o anúncio é mto bom. Ainda mais que tomei interesse em começar a jogar 5e com mais ênfase.
Somos todos bots!

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #2 Online: Março 21, 2017, 09:15:18 pm »
Nunca tinha ouvido falar da Fire on Board.

Conhecendo o histórico editorial de RPG no Brasil, aposto que a falcatrua é dos dois lados. Só fico preocupado ao ler um português e capacidade de articulação tão ruins por parte do CEO da empresa que irá traduzir o jogo, e o cara ainda mandar uma gafe dessa:

Citar
Trabalhamos muito, mas muito mesmo, para trazer o D&D para o Brasil. Foram vários testes de Resistência de Fortitude para evitar níveis de exaustão.

Ok. To pegando no pé. :linguinha:

Aguardando os livros com menor qualidade que a versão em inglês, e custando 300 reais cada um.

EDIT:

Dei uma pesquisada na Fire on Board aí, e parece não ter um histórico muito bom...

Bônus:


Link original (postado nos comentários da resposta do CEO da Fire on Board).

Tenso. Se esse print for verídico, vem aí um monte de "pantera descoladora".
« Última modificação: Março 21, 2017, 09:29:03 pm por Freakey »

Offline Arcane

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #3 Online: Março 21, 2017, 09:32:13 pm »
A 5e me parece um concorrente direto do Old Dragon (isso se a Redbox ainda o estiver publicando). Tenho curiosidade sobre como os jogadores vão responder a possível chegada da 5e.

Dando uma olhada aqui... a Fire on Board foi formada em 06/2015. Começou a andar agora e já pegou um contrato do porte de D&D (não estou considerando os recursos e o know-how dos sócios e tal). Ou são muito eficientes ou muito espertos.

Edit após edit do Freakey:

... eh... parece que só espertos...
« Última modificação: Março 21, 2017, 09:36:34 pm por Arcane »
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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #4 Online: Março 21, 2017, 09:57:24 pm »
Nossa, nem fale dessa gafe do teste de resistência de Fortitude. Isso denota desconhecimento do produto. Tenso.

(Português não vou comentar pq i) gramática normativa de cu é rola; ii) a gente já tem tanto exemplo de "chefia", mesmo no círculo restrito que é o RPG, que dá uns deslizes no vernáculo que já nem espanta).

Foda que quem perde é o DnD no Brasil. RPG é nicho e a editora detentora da licença (até agora) acabou de se indispor com boa parte da parcela formadora de opinião desse nicho.

Offline Heitor

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #5 Online: Março 21, 2017, 10:04:41 pm »
Eu só queria saber uma coisa mesmo: são eles que vão fabricar, ou só traduzir e vender?

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #6 Online: Março 21, 2017, 10:49:20 pm »
E tome textão!

Citar
*** POSICIONAMENTO OFICIAL ***
Hoje, foi veiculado mediante um desabafo do Antonio Pop, diretor da Redbox Editora, um problema envolvendo D&D 5 edição e a FoB, Redbox e Meeple BR. Tal situação teve uma grande repercussão, e reflete bastante o momento político-cultural que vivemos no país atualmente.

Em virtude do pedido de muitos amigos e parceiros na explicação do caso, é justo nosso posicionamento: Sim, as afirmações feitas na postagem da RedBox procede a cada linha.

Durante mais de um ano, as 3 editoras (FoB, Redbox e MeepleBR) trabalharam em conjunto na missão de obter o licenciamento do D&D. Foram meses seguidos de negociações, conversas intensas, expectativas e investimentos (estes, afirmados pela própria pessoa do responsável da FoB).

A intenção enquanto conglomerado era a constituição de uma nova empresa que daria rumo ao licenciamento, que teve seus contratos redigidos, e-mails produzidos, aceites emitidos e muitos pagamentos efetuados. Cada empresa assumiu uma responsabilidade, e coube e FoB as conversas externas e marketing. Infelizmente, a FoB agiu de MÁ-FÉ, assinando o contrato do licenciamento diretamente, contrariando todas as convenções assinadas anteriormente, e ignorando todos os conceitos legais.

É nosso entendimento que uma licença de tal porte é deveras importante, gerando uma responsabilidade absurda para com seus fãs, e, por sabermos de nossa pequenez, e reconhecemos limitações, acreditávamos, na ocasião, que esta parceria fosse uma forma de juntar forças e oferecer algo novo e de qualidade.

Entendemos que transparência e confiança é algo vital para o mercado atual, tão dinâmico e em constante mudança. PORTANTO, nossa intenção aqui é deixar uma manifestação de TOTAL REPÚDIO A ATITUDES DESLEAIS promovidas pela Fire on Board, movidos pura e simplesmente pela ganância de seus sócios, da mesma forma que temos nos comportado frente a esta crise política-cultural. Não precisamos de ações que fazer apenas apequenar o mercado, pois quem paga o preço é sempre o consumidor! O mercado não precisa ser predatório e sem limites. Felizmente, também é de nosso entendimento que o mercado se auto-regula, e situações como esta não são mais aceitas pelos consumidores, ansiosos por apoiar e consumir de empresas responsáveis, éticas e preocupadas com o ambiente que está inserido.

Por fim, nos reservamos a tomar as decisões jurídicas que forem cabíveis. E seguimos confiantes em nosso simples, mas honesto, trabalho.

Meeple BR Jogos





Mais:

Citar
O Player's Handbook de D&D estava traduzido por uma equipe composta de AUTORIDADES de D&D 5 no Brasil.

Igor Moreno, seguramente o maior entendedor do país do sistema, coordenou junto com Fabiano Neme, mestre em D&D (exceto 4E, que ele acha uma bosta).

Nino Xavier e Gabriel Oliva, dois tradutores profissionais reconhecidos e entendedores mestres de D&D (conheço poucas pessoas que manjem mais do sistema que eles) traduziram.

A revisão e preparação do texto estava a cargo de Elisa Guimarães, uma das melhores revisoras desse país.

Mas todo esse trabalho foi jogado no lixo.

Link.
« Última modificação: Março 21, 2017, 11:03:25 pm por Freakey »

Offline Arcane

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #7 Online: Março 22, 2017, 12:59:34 am »
Eu só queria saber uma coisa mesmo: são eles que vão fabricar, ou só traduzir e vender?

Bem, se for um contrato similar as publicações das edições anteriores, eles terão que traduzir o que não foi traduzido ainda (muito da tradução já tinha sido antecipado pelo pessoal da Redbox, segundo a história toda), editar, diagramar, publicar e distribuir. E todas as demais etapas que envolvem esses cinco passos (escolha do papel, capa, cores, tamanho da fonte, etc), e trazer um material de qualidade igual ou similar ao original e com um preço que caiba no bolso de quem for comprar.

Não sei se torço para tudo dar certo e a 5e chegar em português, ou se torço para a WotC ou a GF9 darem um basta na complicação toda e refazerem todo o processo de seleção de editoras.
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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #8 Online: Março 22, 2017, 01:43:39 pm »
É, não só a Meeple BR Jogos entrará na justiça. A Redbox, segundo informa o UOL, também.

Offline Heitor

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #9 Online: Março 22, 2017, 02:43:44 pm »
Cara, essa confusão abre uma baita oportunidade pra alguém (até alguma da próprias editoras que se consideram lesadas) publicar um jogo OGL com alguma marquetagem marota ("Inspirado no RPG mais famoso do mundo") e sair na pole position.

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #10 Online: Março 23, 2017, 04:45:10 am »
Não tenho interesse na (potencial) confusão jurídica que haverá quanto ao caso, mas considerem-me completamente surpreso em saber que a GF9 licenciou o "Maior RPG do Mundo" para uma empresa que não tem nenhum RPG em seu portfolio. Pressinto que algumas pessoas possivelmente olharão para a Devir como uma "Era Dourada" para D&D no Brasil.

Fora do Brasil, curioso ver que na França, tanto D&D 5e quanto Pathfinder estarão nas mãos da mesma editora, enquanto na Alemanha, a Ulisses Spiele é responsável também por Das Schwarze Auge (o "Sabor Local" de D&D, mais ou menos como Tormenta é o "D&D Sabor Tupiniquim").
« Última modificação: Março 23, 2017, 04:48:20 am por Lúcio Quíncio Cincinato »

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #11 Online: Março 23, 2017, 04:47:31 pm »
Não tenho interesse na (potencial) confusão jurídica que haverá quanto ao caso, mas considerem-me completamente surpreso em saber que a GF9 licenciou o "Maior RPG do Mundo" para uma empresa que não tem nenhum RPG em seu portfolio.
Simples. A Fire on Board usou a RedBox e a Meeple pra convencer a GF9 que tinha tudo o que era necessário pra publicar D&D no Brasil. Isso fica claro na carta da RedBox.



Se tiver paciência, leia também isso. Se bobear estão passando a perna até na GF9.

EDIT:
A merda está começando a atingir o ventilador: https://jovemnerd.com.br/nerdnews/o-conturbado-lancamento-de-dungeons-dragons-no-brasil/
« Última modificação: Março 23, 2017, 07:30:10 pm por Freakey »

Offline Arcane

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #12 Online: Março 23, 2017, 07:39:14 pm »
http://redboxeditora.com.br/caso-dndgatebr-carta-aberta-ao-mercado/

... tá difícil não tomar partido a favor da Redbox ... mas vou querer ver o que a FoB tem a dizer agora. Continuo na pipoca...
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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #13 Online: Março 23, 2017, 08:34:09 pm »



EDIT:
A merda está começando a atingir o ventilador: https://jovemnerd.com.br/nerdnews/o-conturbado-lancamento-de-dungeons-dragons-no-brasil/

Cara, segundo o Morrus, da EnWorld, a WotC já tá sabendo do  rolo.

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #14 Online: Março 24, 2017, 06:50:30 pm »
Pronunciamento da GF9:

Offline Arcane

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #15 Online: Março 24, 2017, 07:03:13 pm »
Citação de: GF9
As such our product release plans for this market are on hold until we ​fully investigate and ​hopefully resolve th​is issue.

Previsível.
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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #16 Online: Março 24, 2017, 07:42:25 pm »
Citação de: GF9
As such our product release plans for this market are on hold until we ​fully investigate and ​hopefully resolve th​is issue.

Previsível.
Não sei se era previsível, mas fico satisfeito que eles tenham adotado esta postura. A esculhambação já estava generalizada.

EDIT:

Resposta da FoB ao comunicado da GF9

Citar
Continuamos seguros com a parceria e compromisso mantidos com a Gale Force Nine, visto que sempre tivemos transparência em nossas negociações. Estamos confiantes que conseguiremos evoluir em nossos processos e que o cronograma de lançamento do D&D será implementado com sucesso no Brasil.
João Barcelos
CEO Fire on Board Jogos

Original
.
« Última modificação: Março 24, 2017, 09:11:12 pm por Bispo »

Offline Arcane

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #17 Online: Março 24, 2017, 09:29:21 pm »
 :doido: Alguém está tomando chá de trombeta na FoB.  :doido:
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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #18 Online: Março 24, 2017, 10:15:25 pm »
Mas o cara vai dizer o que mais? Esse João se colocou numa situação complicadíssima com aquele primeiro post.

Se ele fica quieto, o mercado inteiro compra a briga contra eles (se isso ainda não aconteceu).

Se ele fala que é tudo mentira, ele tem que explicar pra WotC e GF9 como um monte de gente de fora do projeto tem acesso aos arquivos.

Se ele admite e pede desculpas, ele termina de se foder com o mercado, e acelera a naba que vai entrar cedo ou tarde por processos da RedBox e Meeple.

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #19 Online: Março 24, 2017, 11:56:27 pm »
Citar
Mas o cara vai dizer o que mais? Esse João se colocou numa situação complicadíssima com aquele primeiro post.

Se ele fica quieto, o mercado inteiro compra a briga contra eles (se isso ainda não aconteceu).

Se ele fala que é tudo mentira, ele tem que explicar pra WotC e GF9 como um monte de gente de fora do projeto tem acesso aos arquivos.

Se ele admite e pede desculpas, ele termina de se foder com o mercado, e acelera a naba que vai entrar cedo ou tarde por processos da RedBox e Meeple.

Como eu escrevi antes, é hora de olhar para a Devir e pensar "Hey, até que a situação não era tão ruim assim".  :b

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #20 Online: Março 25, 2017, 12:23:51 am »
Como eu escrevi antes, é hora de olhar para a Devir e pensar "Hey, até que a situação não era tão ruim assim".  :b

Só se o parâmetro do saudosismo for moral. Talvez aí sim. Porque tecnicamente...

Embora, pensando cá com meus botões, o DnD 5e cairia como uma luva para o modelo de negócios da Devir (pelo menos do jeito que ela lida/ou com RPGs) : é uma edição simples, com grande identificação com um dos seus produtos mais rentáveis (DnD 3.X), e que tem um ritmo de lançamentos bem mais ameno do que as edições anteriores. Hmmm... cadê o D3?

Offline Heitor

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #21 Online: Março 25, 2017, 12:29:22 am »
Citar
Mas o cara vai dizer o que mais? Esse João se colocou numa situação complicadíssima com aquele primeiro post.

Se ele fica quieto, o mercado inteiro compra a briga contra eles (se isso ainda não aconteceu).

Se ele fala que é tudo mentira, ele tem que explicar pra WotC e GF9 como um monte de gente de fora do projeto tem acesso aos arquivos.

Se ele admite e pede desculpas, ele termina de se foder com o mercado, e acelera a naba que vai entrar cedo ou tarde por processos da RedBox e Meeple.

Como eu escrevi antes, é hora de olhar para a Devir e pensar "Hey, até que a situação não era tão ruim assim".  :b

A wild Editora Abril appears!

Offline Arcane

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #22 Online: Março 25, 2017, 06:23:01 am »
Aaaah.... Essa internet que não esquece e não perdoa....  :haha:
[attach=1]


Mindfucking mesmo é a ironia...  :v
[attach=2]
Somos todos bots!

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #23 Online: Março 26, 2017, 12:56:23 am »
Citar
A wild Editora Abril appears!

Todo mundo sabe que nessa época de Retro-RPGs, D&D 3e é a mais antiga edição que alguém pode se lembrar.  :b

Citar
Embora, pensando cá com meus botões, o DnD 5e cairia como uma luva para o modelo de negócios da Devir (pelo menos do jeito que ela lida/ou com RPGs) : é uma edição simples, com grande identificação com um dos seus produtos mais rentáveis (DnD 3.X), e que tem um ritmo de lançamentos bem mais ameno do que as edições anteriores. Hmmm... cadê o D3?

Que eu saiba, a Devir não trabalha mais com RPGs de Mesa.

Offline Arcane

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #24 Online: Março 26, 2017, 08:08:55 am »
Que eu saiba, a Devir não trabalha mais com RPGs de Mesa.

Eles tem lançado (lentamente) material de Pathfinder, mas também não os consideraria mais publicando o 5e.

Só sei que do lado da Redbox e Mapple, começou o silêncio. Possivelmente indica que já estão mesmo em contato com o pessoal da GF9/WotC sobre a situação. Agora só o que resta é suprimir a curiosidade sobre os eventos futuros.
Somos todos bots!

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #25 Online: Março 26, 2017, 10:31:30 pm »
Citar
Eles tem lançado (lentamente) material de Pathfinder, mas também não os consideraria mais publicando o 5e.

...Pathfinder foi lançado no Brasil? 

Acabo de descobrir isso nesse momento, e tive que verificar no site da Devir (e em algumas livrarias online). :b

Citar
Só sei que do lado da Redbox e Mapple, começou o silêncio. Possivelmente indica que já estão mesmo em contato com o pessoal da GF9/WotC sobre a situação. Agora só o que resta é suprimir a curiosidade sobre os eventos futuros.

Deve ser ao mínimo uma situação interessante para ambos lados.

Citar
Aaaah.... Essa internet que não esquece e não perdoa....  :haha:

 :)

Offline Arcane

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #26 Online: Março 26, 2017, 11:57:01 pm »
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Eles têm lançado (lentamente) material de Pathfinder, mas também não os consideraria mais publicando o 5e.

...Pathfinder foi lançado no Brasil? 

Acabo de descobrir isso nesse momento, e tive que verificar no site da Devir (e em algumas livrarias online). :b

Eu sabia algo que .... o Elfo não sabia???  :queixo: :queixo:

Oh my... deixe-me sentir este momento... *inspira profundamente... expira*  :venera:
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Offline Macnol

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #27 Online: Março 27, 2017, 10:26:44 pm »
Aaaah.... Essa internet que não esquece e não perdoa....  :haha:
[attach=1]


Mindfucking mesmo é a ironia...  :v
[attach=2]



Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #28 Online: Março 27, 2017, 11:23:21 pm »
Bom, o Allef tem tantas personalidades virtuais que é plenamente possível que algumas tenham se virado contra a original ou contra elas próprias.

Palavra de alguém que é injustamente acusado de ser um Legião similar.  :b

Offline Arcane

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #29 Online: Março 28, 2017, 08:10:23 pm »
@Macnol, cara... isso beira a patologia.



Sobre a voadora com rasteira, o pessoal da Dungeon Compendium fez um resumão bem completo da história toda.
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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #30 Online: Março 30, 2017, 01:28:06 pm »
O pessoal da FoB usou a tática do CEO da Kroton, Rodrigo Galindo, que fazia processos seletivos de consultorias e usava o material sem pagar nada.

Como alguém que lida com empresas e faz parcerias o tempo todo, notei que em cenários como estes, onde a paixão conta mais que a grana (para alguns) abre-se portas para coisas assim acontecerem.

Aqui no Brasil temos problemas de falar sobre a parte prática da coisa, formalizar etc etc. Isso existe justamente para evitar esse tipo de situação e deixar acordos transparente e melhor para todas as partes.

Não estou colocando culpa na vítima, só pontuando mesmo.

Está nítido nas duas primeiras cartas que a FoB usou as duas empresas (e sua rede de relacionamento) para alavancar o negócio. Esta é uma prática muito comum e não se faz necessário uma JV. Desde que seja transparente. Minha empresa mesmo faz muito trampo "white label".

Mas como disse, aqui no Brasil não sabemos firmar parcerias saudáveis e pragmáticas.

Mas entendo, o mundo seria muito melhor sem simplesmente fosse possível confiar na palavras das outras pessoas/empresas.

Isso só mostra a falta de profissionalismo de TODAS as empresas.
Quem sai perdendo somos nós.

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #31 Online: Março 30, 2017, 08:13:24 pm »
O pessoal da FoB usou a tática do CEO da Kroton, Rodrigo Galindo, que fazia processos seletivos de consultorias e usava o material sem pagar nada.

Como alguém que lida com empresas e faz parcerias o tempo todo, notei que em cenários como estes, onde a paixão conta mais que a grana (para alguns) abre-se portas para coisas assim acontecerem.

Aqui no Brasil temos problemas de falar sobre a parte prática da coisa, formalizar etc etc. Isso existe justamente para evitar esse tipo de situação e deixar acordos transparente e melhor para todas as partes.

Não estou colocando culpa na vítima, só pontuando mesmo.

Está nítido nas duas primeiras cartas que a FoB usou as duas empresas (e sua rede de relacionamento) para alavancar o negócio. Esta é uma prática muito comum e não se faz necessário uma JV. Desde que seja transparente. Minha empresa mesmo faz muito trampo "white label".

Mas como disse, aqui no Brasil não sabemos firmar parcerias saudáveis e pragmáticas.

Mas entendo, o mundo seria muito melhor sem simplesmente fosse possível confiar na palavras das outras pessoas/empresas.

Isso só mostra a falta de profissionalismo de TODAS as empresas.
Quem sai perdendo somos nós.
Putz,  nem fale da Kroton. Com o perdão do trocadalho, os caras são muito eskrotos.

Mas concordo plenamente com o seu argumento, Slayther. É complicado mesmo misturar paixão com profissionalismo,  principalmente quando envolve terceiros. Pelo menos, parece que o pessoal da Redbox e da Meeple aprenderam essa. Pena que da pior forma.

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #32 Online: Março 31, 2017, 02:49:51 pm »
Putz,  nem fale da Kroton. Com o perdão do trocadalho, os caras são muito eskrotos.

Mas concordo plenamente com o seu argumento, Slayther. É complicado mesmo misturar paixão com profissionalismo,  principalmente quando envolve terceiros. Pelo menos, parece que o pessoal da Redbox e da Meeple aprenderam essa. Pena que da pior forma.

Pois é amigo. Essas coisas no fim do dia ajudam a crescer como empreendedor e tal.
Eu sou muito a favor de ter muita paixão no que vai fazer. São empresas assim que entregam os melhores produtos e serviços.

Porém não podemos deixar de lado a parte prática de que é um negócio.

No fim do dia, eu gostaria de poder lidar sempre com essa boa fé e paixão, mas o mundo não permite isso.

Só espero que isso se resolva da melhor forma possível. =)

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #33 Online: Abril 10, 2017, 12:50:19 am »
Só pra atualizar o tópico com mais desdobramentos

http://dungeoncompendium.blogspot.com.br/2017/03/dndgatebr-o-alastrar-da-historia.html

O Alastrar da história

Offline Macnol

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #34 Online: Abril 10, 2017, 11:20:52 pm »
É um bom resumo do capítulo 2. Agora tô curioso pra ver o que vem depois. Especialmente saber se já está rolando alguma ação judicial pra resolver isso.

Offline Arcane

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #35 Online: Abril 11, 2017, 03:15:09 pm »
Acho que esse trecho do Fábio Ribeiro é bem peculiar à luz das evidências atuais...

Citar
Só fico triste que o nascedouro da vinda de um produto que tantos amam já está maculado.

Acho que a GF9 está pensando justamente nessa mácula, principalmente se houver algum processo litigioso.

Enfim, vamos torcer pelo dito de nosso amado filósofo, e que a lei do retorno seja implacável.
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Offline Heitor

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #36 Online: Abril 12, 2017, 10:42:00 pm »
Ouvi dizer que se a gente continuar falando de mácula o Terras Sagradas volta à ativa  :roll:

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #37 Online: Abril 14, 2017, 11:46:35 am »


Ouvi dizer que se a gente continuar falando de mácula o Terras Sagradas volta à ativa  :roll:

Também não vamos exagerar  :P

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #38 Online: Julho 27, 2017, 12:42:15 am »
Por curiosidade - algum update dessa tristes trópicos situação?

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #39 Online: Julho 28, 2017, 12:00:19 pm »
Por curiosidade - algum update dessa tristes trópicos situação?

Que eu saiba, nenhuma novidade ainda. Mas... vc já pode comprar a sua 5e em japonês. :P

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #40 Online: Julho 28, 2017, 04:46:05 pm »
Meu chute é que cancelaram a tradução pra PT-BR. O completo silêncio de todas as partes envolvidas após o pronunciamento da GF9 indica isso.

Acredito que haveriam notícias se o processo de tradução estivesse em andamento.

Offline Arcane

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #41 Online: Fevereiro 19, 2018, 09:01:38 am »
A nível de curiosidade apenas...

A Fire on Board está em processo de Recuperação Judicial (falência) na casa dos R$ 2.5kk. A página do FB não é atualizada desde agosto/17 (pelo que vi no histórico, mas não tenho mais acesso ao FB para confirmar) e o site está offline.

Eu só não encontrei mais informações sobre qualquer processo específico a respeito da tradução e tal.
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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #42 Online: Fevereiro 21, 2018, 08:12:44 am »
A página do FB não é atualizada desde agosto/17 (pelo que vi no histórico, mas não tenho mais acesso ao FB para confirmar [...].

Parece que é isso mesmo, pelo que pude ver.

Mas, não me surpreenderia se isso não fosse também um meio de contornar todo embróglio que envolve o nome "Fire on Board" (de opinião pública a litígio judicial envolvendo a tradução pro português do DnD 5e).

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #43 Online: Novembro 02, 2018, 09:58:18 am »
Raise DEAD!

Após outro ensaio furado de lançamento do DnD 5e no Brasil (caso Kronos, resumo aqui), o grupo Aventureiros dos Reinos lançou uma tradução "oficial" do SRD da 5e. O anúncio está aqui e o documento, na DM's Guild.

Agora, alguns pontos sobre:

i) O quão "oficial" é isso eu não sei. Pelo que o documento indica, ela foi autorizada pela WotC. Se, num vindouro lançamento do DnD 5e em português, a compatibilidade será mantida é algo que não está claro.

ii) Espero que o "pay what you want" seja uma limitação da plataforma (embora seja possível encontrar produtos com a tag "free" no DM's Guild). Porque cobrar por traduções que são, no mínimo, colaborativas (o q é reforçado no próprio texto do documento), é mta sacanagem.

iii) Algumas opções de tradução são polêmicas ("vez" para "turn"; "salvaguarda" para "saving throws", "ínfero" para "fiend"), embora justificadas (ponto positivo) e abertas ainda a discussão (outro ponto positivo). Queria ouvir o Madruga a respeito. Só pela galhofa haha

Offline Wilken

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #44 Online: Novembro 02, 2018, 02:26:18 pm »
Citar
ii) Espero que o "pay what you want" seja uma limitação da plataforma (embora seja possível encontrar produtos com a tag "free" no DM's Guild). Porque cobrar por traduções que são, no mínimo, colaborativas (o q é reforçado no próprio texto do documento), é mta sacanagem.

A DM's guild não oferece a opção "free", apenas "pay what you want", a não ser pra alguns usuários, aparentemente.

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #45 Online: Novembro 04, 2018, 01:07:42 pm »
Raise DEAD!

Após outro ensaio furado de lançamento do DnD 5e no Brasil (caso Kronos, resumo aqui), o grupo Aventureiros dos Reinos lançou uma tradução "oficial" do SRD da 5e. O anúncio está aqui e o documento, na DM's Guild.

Agora, alguns pontos sobre:

i) O quão "oficial" é isso eu não sei. Pelo que o documento indica, ela foi autorizada pela WotC. Se, num vindouro lançamento do DnD 5e em português, a compatibilidade será mantida é algo que não está claro.

ii) Espero que o "pay what you want" seja uma limitação da plataforma (embora seja possível encontrar produtos com a tag "free" no DM's Guild). Porque cobrar por traduções que são, no mínimo, colaborativas (o q é reforçado no próprio texto do documento), é mta sacanagem.

iii) Algumas opções de tradução são polêmicas ("vez" para "turn"; "salvaguarda" para "saving throws", "ínfero" para "fiend"), embora justificadas (ponto positivo) e abertas ainda a discussão (outro ponto positivo). Queria ouvir o Madruga a respeito. Só pela galhofa haha

Bom dia. Sou Augusto, um dos Aventureiros. Muito bom saber que há discussão sobre o RPG nacional.
Nossa missão nº 1 é trazer a comunidade para uma discussão aberta. Sintam-se à vontade de usar nossos grupos para sanarem qualquer dúvidas.

i) A tradução é autorizada, o que dá base legal para produtos de fãs, sem usarem versões não autorizadas (o que é violação de direitos autorais). Com isso, estamos dando legalidade a quem usa essa versão, para produzir livremente e sem correr riscos de ver sua produção ser retirada do ar (teoréticamente). Haverá compatibilidade absoluta. Quando vier a versão oficial, alteraremos tudo para formarmos uma única língua entre o conteúdo oficial e o conteúdo feito por fãs.

ii) Não é sacanagem não, como o Wilken citou, ele não oferece 'free'. O 'free' vira pay what you want. Não cobramos nada de ninguém, a não ser os créditos de tradução (de novo, para dar legalidade).

iii) Eu também queria ouvir o Madruga (seja ele quem for) (na verdade, queria ouvir todos), mas aí não é galhofa. Preciso das opiniões da comunidade para ver se há aceitação ou não. Aceitamos toda crítica produtiva, de peito aberto.

Tem este link de uma entrevista, que eu acho que explica melhor tudo o que escrevi. De qualquer forma, estou à disposição, para sanar dúvidas. E debater (civilizadamente) sobre o DRS.

https://regradacasa.podbean.com/e/163-documento-de-referencia-de-sistema-dd-50-pelos-aventureiros-dos-reinos/

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #46 Online: Novembro 06, 2018, 12:49:13 pm »
Em primeiro lugar, legal vc ver o tópico e responder. Em tempos que poucas pessoas frequentam aqui, bom ver que estão dispostos a dialogar.


i) A tradução é autorizada, o que dá base legal para produtos de fãs, sem usarem versões não autorizadas (o que é violação de direitos autorais). Com isso, estamos dando legalidade a quem usa essa versão, para produzir livremente e sem correr riscos de ver sua produção ser retirada do ar (teoréticamente). Haverá compatibilidade absoluta. Quando vier a versão oficial, alteraremos tudo para formarmos uma única língua entre o conteúdo oficial e o conteúdo feito por fãs.

Entendo a questão do autorizada. O que não havia entendido era a compatibilidade quando (se, na verdade) a versão oficial for lançada no Brasil. Bom saber.

Aproveitando essa questão: isso permite que produtos em português, com base no SRD, sejam lançados no DM's Guild?


ii) Não é sacanagem não, como o Wilken citou, ele não oferece 'free'. O 'free' vira pay what you want. Não cobramos nada de ninguém, a não ser os créditos de tradução (de novo, para dar legalidade).

Como disse, "espero ser uma limitação da plataforma". Como foi confirmado pelo Wilken depois, e agora vocês. Sem problemas.

Agora, num eventual pagamento: o que vocês farão com o dinheiro?

iii) Eu também queria ouvir o Madruga (seja ele quem for) (na verdade, queria ouvir todos), mas aí não é galhofa. Preciso das opiniões da comunidade para ver se há aceitação ou não. Aceitamos toda crítica produtiva, de peito aberto.

Haha, isso foi mais uma piada interna do que crítica. Madruga é (era?) um usuário daqui que não se conformava com algumas traduções da Devir (tipo "Alinhamento" para "Alignment" ou "Testes de Resistência" para "Saving Throws").

Particularmente, gostei das traduções até agora. "Vez" para "turn" e "Círculo de Magia" para "Spell level" são boas sacadas. De resto, é gosto mesmo. Então, sem problemas.

E obrigado por indicar estes outros esclarecimentos. Vou procurar. Por fim, não se avexe: Spell tem fama, mas não morde. ;)

Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #47 Online: Novembro 07, 2018, 07:45:14 am »
Olha, foi mais por curiosidade que eu descobri. Mas sim, que bom que achei aqui, pois quero mesmo dialogar com jogadores e mestres.

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Aproveitando essa questão: isso permite que produtos em português, com base no SRD, sejam lançados no DM's Guild?

Com certeza, sim. A ideia é essa. trazer uma base de regras, que pode ser republicada a partir do DRS. Existe um baralho de monstro e aventuras, que irão a financiamento coletivo, por produtores independentes e que usarão nossos termos.

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Agora, num eventual pagamento: o que vocês farão com o dinheiro?

Rapaz, o que mais temos, é necessidade financeira. A manutenção do blog, comissionamento de artistas e criadores de ferramentas, compra de material de pesquisa. Tudo isso está saindo de nosso bolso e não vou ser piegas nem demagogo de dizer que não desfrutaremos dos valores arrecadados. O dinheiro não é exigido, paga quem quer, mas tenha certeza, teremos uso para ele.
Citar
Particularmente, gostei das traduções até agora. "Vez" para "turn" e "Círculo de Magia" para "Spell level" são boas sacadas. De resto, é gosto mesmo. Então, sem problemas.

Pode falar da Salvaguarda. Ela não morde!  :laugh: :laugh: :laugh:
Este termo é polêmico mesmo e já está muito na cabeça do povo. Em nossa nota de tradução, explicamos um pouco dos porquês.

Agora, não dá para usar saving throw, nem save, pois nas traduções para outros idiomas, tem que se traduzir TUDO o que é possível traduzir. Então, tínhamos que caçar um termo.
Jogada de proteção não tem sentido mais, pois proteção tem uso mecânico específico no sistema.
O mesmo para defesa, para resistência. Ficamos dias discutindo para tentar achar um termo que fosse apropriado.

Bom, fiquem à vontade de perguntar.

Offline Arcane

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #48 Online: Novembro 07, 2018, 11:06:18 am »
Curiosidade paralela... Faz tempo que não me envolvo com os Reinos, mas dei uma olhada no https://aventureirosdosreinos.com (que confesso que não conhecia até então) e dei de cara com nomes como Daniel Bart e Ricardo Costa, que eram/são do UDG. Em seguida vi que o Ricardo fez uma postagem a este respeito em setembro.

Vocês são relacionados com o UDG de alguma forma desde sempre?
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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #49 Online: Novembro 07, 2018, 02:12:13 pm »
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Curiosidade paralela... Faz tempo que não me envolvo com os Reinos, mas dei uma olhada no https://aventureirosdosreinos.com (que confesso que não conhecia até então) e dei de cara com nomes como Daniel Bart e Ricardo Costa, que eram/são do UDG. Em seguida vi que o Ricardo fez uma postagem a este respeito em setembro.

Vocês são relacionados com o UDG de alguma forma desde sempre?

Eu e Daniel tivemos a iniciativa de fazer o blog dos Aventureiros. Então desde sempre, pensamos em fazer trabalho com Lore, Regiões e Aventuras, como o UDG.

Nosso trabalho (felizmente) despertou a vontade de Ricardo voltar a trabalhar em produção de conteúdo de RPG. Hoje somos nós 3, mais o Matheus, último integrante (mas que ainda não assumiu nenhum posto administrativo).

Graças ao trabalho de Daniel e Ricardo, estamos fundindo conteúdo do AR com o UDG(http://aventureirosdosreinos.com/udg/).
Estamos pensando como "selos" ou "etiquetas": se for 5.0, será do AR, se for abaixo de 4.0, será UDG.
Ainda não fizemos as alterações devidas no blog para abarcar essa mudança de conteúdo, mas é uma etapa a ser vencida.

Então, respondendo com base no hoje: somos os Aventureiros e o UDG.  :aham: :cool:

Offline Arcane

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #50 Online: Novembro 08, 2018, 12:29:02 pm »
Legal isso. Eu colaborava com o UDG nos idos de ~2005, então vou procurar acompanhar as publicações que vocês fizerem no novo blog. Pena eu não ter o mesmo ânimo com a 5e como eu tinha com a 3.x e 4e.
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Offline Heitor

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Re:DnD 5e: Tradução à vista
« Resposta #51 Online: Novembro 08, 2018, 06:49:32 pm »
Raise DEAD!

Após outro ensaio furado de lançamento do DnD 5e no Brasil (caso Kronos, resumo aqui), o grupo Aventureiros dos Reinos lançou uma tradução "oficial" do SRD da 5e. O anúncio está aqui e o documento, na DM's Guild.

Agora, alguns pontos sobre:

i) O quão "oficial" é isso eu não sei. Pelo que o documento indica, ela foi autorizada pela WotC. Se, num vindouro lançamento do DnD 5e em português, a compatibilidade será mantida é algo que não está claro.

ii) Espero que o "pay what you want" seja uma limitação da plataforma (embora seja possível encontrar produtos com a tag "free" no DM's Guild). Porque cobrar por traduções que são, no mínimo, colaborativas (o q é reforçado no próprio texto do documento), é mta sacanagem.

iii) Algumas opções de tradução são polêmicas ("vez" para "turn"; "salvaguarda" para "saving throws", "ínfero" para "fiend"), embora justificadas (ponto positivo) e abertas ainda a discussão (outro ponto positivo). Queria ouvir o Madruga a respeito. Só pela galhofa haha

Bom dia. Sou Augusto, um dos Aventureiros. Muito bom saber que há discussão sobre o RPG nacional.
Nossa missão nº 1 é trazer a comunidade para uma discussão aberta. Sintam-se à vontade de usar nossos grupos para sanarem qualquer dúvidas.

i) A tradução é autorizada, o que dá base legal para produtos de fãs, sem usarem versões não autorizadas (o que é violação de direitos autorais). Com isso, estamos dando legalidade a quem usa essa versão, para produzir livremente e sem correr riscos de ver sua produção ser retirada do ar (teoréticamente). Haverá compatibilidade absoluta. Quando vier a versão oficial, alteraremos tudo para formarmos uma única língua entre o conteúdo oficial e o conteúdo feito por fãs.

ii) Não é sacanagem não, como o Wilken citou, ele não oferece 'free'. O 'free' vira pay what you want. Não cobramos nada de ninguém, a não ser os créditos de tradução (de novo, para dar legalidade).

iii) Eu também queria ouvir o Madruga (seja ele quem for) (na verdade, queria ouvir todos), mas aí não é galhofa. Preciso das opiniões da comunidade para ver se há aceitação ou não. Aceitamos toda crítica produtiva, de peito aberto.

Tem este link de uma entrevista, que eu acho que explica melhor tudo o que escrevi. De qualquer forma, estou à disposição, para sanar dúvidas. E debater (civilizadamente) sobre o DRS.

https://regradacasa.podbean.com/e/163-documento-de-referencia-de-sistema-dd-50-pelos-aventureiros-dos-reinos/

Quanto à autorização, ela se refere exclusivamente a publicar o SRD em outro idioma como um produto compatível com D&D, sim?

Porque a própria OGL autoriza o usuário a usar e alterar o conteúdo do SRD (3.5 ou 5.0), incluindo traduzir para outro idioma, desde que seja para produzir jogos independentes de D&D, e sem compatibilidade declarada com o mesmo.
« Última modificação: Novembro 08, 2018, 11:04:47 pm por Heitor »