Autor Tópico: "O Google não é a internet"  (Lida 1174 vezes)

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Offline Agnelo

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"O Google não é a internet"
« Online: Março 02, 2012, 05:11:59 pm »
"O Google não é a internet", diz diretor sobre nova política


Nova política de privacidade do Google entrou em vigor na quinta-feira

ISMAEL CARDOSO

Em meio a polêmicas sobre a nova política de privacidade do Google, que entrou em vigor na quinta-feira, o diretor de Comunicação e Assuntos Públicos da companhia no Brasil, Felix Ximenes, tranquilizou usuários sobre os novos termos e afirmou que a reação foi "alarmista"e a interpretação, "equivocada". "Muita gente nos acusou de fazer algo que nem o governo americano conseguiu: criar um usuário único de internet. O Google não é a internet, é uma empresa. A internet é muito maior que a gente", disse em conferência telefônica com a imprensa nesta sexta-feira.

Com a nova política, o Google passa a tratar cada usuário como um usuário único, e pode cruzar os dados de diferentes serviços - como Gmail, Google+, buscador e YouTube - para melhorar a entrega de publicidade, por exemplo. Ximenes destaca, no entanto, que a medida visa unicamente "refinar a qualidade da resposta" ao usuário logado e que o Google ocasionalmente já cruzava dados de serviços diferentes. "Com a nossa nova política, deixamos claro que isso pode acontecer. A tendência de uso na internet é que você tenha uma experiência mais pessoal, até porque o uso do celular cresce, e o celular é extremamente pessoal", afirmou. "O nosso negócio está construido 100% em credibilidade. Se falharmos nisso, o usuário vai embora da noite para o dia. Temos 14 anos de história para mostrar a consistência da nossa política. Há 14 anos temos potencial para saber o que você está fazendo na internet, e não fazemos", disse Ximenes.

O Google foi chamado para prestar esclarecimentos sobre a nova política no Congresso americano, e as novas regras vem causando polêmica na União Europeia. A comissária de Justiça da União Europeia, Viviane Reding, afirmou na quinta-feira que elas não estão de acordo com a lei da Europa "em vários aspectos". "Um deles é que ninguém foi consultado, não está em conformidade com a lei de transparência e utiliza a informação privada para entregá-la para terceiros, o que não é o que os usuários concordaram", disse.

Ximenes garante, no entanto, que o Google não entrega informações a terceiros. "O Google sempre teve acesso a essas informações e nunca vendeu e nunca vai vender essas informações. Já tínhamos esses dados, porque o usuário forneceu. O que nós estamos fazendo é alertar o usuário sobre a coleta desses dados", disse o diretor da empresa. O Google anunciou em janeiro as novas políticas, afirmando que o objetivo é simplificá-las, consolidando 60 diretrizes em uma única que se aplica para todos os seus serviços. "As nossas políticas de privacidade essencialmente não mudaram muito, estamos concentrando em uma só. Antes, tínhamos várias políticas, e uma ferramenta de controle de privacidade só. Agora, temos uma política e uma ferramenta só, e a ferramenta continua simples de usar", diz Ximenes.

Outra crítica enfrentada pelo Google é que, com a nova política, por padrão, o usuário concorda com a coleta e uso desses dados pelo Google. Como a maioria dos usuários não tem o hábito de ler regras de privacidade ou não presta atenção nas opções de controle que tem, muita gente acha as novas normas um risco. "Nosso interesse é mostrar ao usuário que tem muita coisa em jogo. Você parou pra pensar no que você quer compartilhar? Os dados já estão na internet. O usuario deveria parar e pensar sobre o que as empresas estão coletando do seu perfil, do seu hábito de uso. A gente quer estimular isso", afirmou.

Ximenes destaca ainda que, se por acaso o usuário não concordar com as políticas de privacidade, tem ferramentas para lidar com isso. "Se você lê a política e nao concorda, pode ir na ferramenta de privacidade e mudar", disse. "Se não concorda, pode parar de usar o serviço. Usar serviço como busca e mapas anonimamente (sem estar logado), ou abandonar o serviço", continuou. "A nova política permite ao usuário dosar a privacidade. Se não concordar com os termos, pode baixar as informações e parar de usar o serviço", afirmou.

Fonte



Como assim o google não é a internet?
Eu amo você. Tenho orgulho de você. Você trouxe à sua mãe e a mim mais alegria do que eu achei que houvesse. Seja bom pra ela e cuide bem dela.

Seja um dos mocinhos. Você tem que ser como John Wayne: Não aguente merda de nenhum idiota e julgue as pessoas pelo que elas são, não pela aparência.

E faça a coisa certa. Você tem que ser um dos mocinhos: Porque já existem Bandidos demais.

Re:"O Google não é a internet"
« Resposta #1 Online: Março 02, 2012, 05:52:02 pm »
Eu acho que é muito fácil falar "se não gosta, é só não usar" quando se controla a grande maioria dos serviços que todo mundo usa. Mas no geral, a Google tem o histórico de não abusar de dados de usuários. Isso pode mudar da noite pro dia, mas seria jogar fora todo o histórico deles.


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-Dom Pedro I

Offline VA

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Re:"O Google não é a internet"
« Resposta #2 Online: Março 02, 2012, 06:16:23 pm »
Todos os serviços do Google têm um equivalente externo. E os que têm maior monopólio são o Google Search (que nem precisa de conta de usuário, na verdade) e o Youtube (mas existe o vimeo, e em breve você poderá usar HTML5 puro e simples).

Offline Macnol

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Re:"O Google não é a internet"
« Resposta #3 Online: Março 02, 2012, 08:38:41 pm »
Foda-se o Google.

Desculpa, sei que não adiciona muito à discussão, mas tenho esse reflexo de dizer isso desde que mataram o GReader.

Offline Vincer

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Re:"O Google não é a internet"
« Resposta #4 Online: Março 03, 2012, 09:15:22 am »
Até agora o Google tem sido exemplar como empresa, principalmente desse porte.

Nenhuma outra gigante desse naipe é mais compreensiva, pouco 'dracônica' ou atende tão bem ao interesse público quanto a Google. De modo algum eu os vejo como mocinhos, eles buscam seus interesses, mas a forma como levam esses interesses lado a lado com os interesses dos usuários é surpreendente. Diabos, quantas empresas famosas ñ teriam mudado a privacidade sem falar nada sobre isso?

Eu ainda não entendo como acionistas ainda não tornaram a Google no monstro que ela poderia ser. Ela ainda é muito, kct *MUITO* mais simpática ao usuário que Apple(use apenas nossos produtos), Facebook(quero sua alma) ou Microsoft(sem comentários).

Ainda paira esse medo da privacidade, como se alguém estivesse olhando usuário por usuário, descobrindo tudo sobre você e depois te prejudicando diretamente. Nós não somos nada, não individualmente. Somos apenas mais um pacote de dados que forma uma grande estatística; Não pagamos pelos serviços, ficar de cu doce conforme tentam lucrar é hipocrisia.

E no sério, se enquanto eu navegar começar a aparecer propagandas que realmente me instigam de coisas que realmente me interessam, ainda mais promoções... que venham! Eu ainda acho o sistema do google aquém do esperado pelo tamanho, tempo e tecnologia que desenvolvem. Se/quando perceberem meu poder aquisitivo(baixíssimo) me mostrarem produtos de real interesse que caibam no meu bolso eles estarão me poupando de descobrir aquela loja ou promoção sozinho. Quantas já não vi tarde demais, após acabar o prazo...

É como querer criticar o Amazon e sua sugestão de livros. Eles sempre fizeram isso, está embutido no sistema deles, apenas resolveram usar em potencial máximo.

Enquanto isso o que mais me incomoda ninguém intervém; Google e todas as outras com eulas incluindo 'direito de usar, reproduzir, etc, etc tudo que for publicado-inserido no sistema'. Coletar dados sobre minhas preferências e legalmente não poder distribuí-los é tranquilo, mas querer pisar em direito autoral é um absurdo.

Offline VA

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Re:"O Google não é a internet"
« Resposta #5 Online: Março 03, 2012, 09:54:02 am »
O Google é "simpático" com usuários, mas busca monopólio e não é tão "bonzinho" com concorrentes.

Offline Madrüga

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Re:"O Google não é a internet"
« Resposta #6 Online: Março 03, 2012, 10:37:12 am »
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De certa forma, o cara tem razão no tocante das regras e contratos que nem lemos diariamente. Fora que, de fato, quanta coisa as pessoas compartilham sem pensar?
"If there are ten thousand medieval peasants who create vampires by believing them real, there may be one -- probably a child -- who will imagine the stake necessary to kill it. But a stake is only stupid wood; the mind is the mallet which drives it home."
-- Stephen King, It (p. 916)


Re:"O Google não é a internet"
« Resposta #7 Online: Março 03, 2012, 02:08:33 pm »


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