Autor Tópico: SCION (campanha ainda sem nome)  (Lida 2904 vezes)

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SCION (campanha ainda sem nome)
« Online: Setembro 16, 2013, 12:22:53 pm »
Por anos tudo o que meu grupo jogou foi D&D - começando no lançamento da 3ª edição, depois passando pela 4ª, e ultimamente várias tentativas de usar D&D Next, Pathfinder ou 13th Age, sempre com alguém insatisfeito com alguma coisa. Notem que eu sempre era o mestre.

Por isso resolvi tentar algum realmente diferente. Queria um dos sistemas baseado em d10/Storyteller - Old Wod, New WoD, Exalted, ou Scion.
Eu não queria ir atrás de livros do Old WoD. Exclui também Exalted pois queria algo baseado no mundo moderno. Do New WoD, eu não gostei muito de Vampiro nem Lobisomem. Meu favorito é Changeling, mas sei que dois dos jogadores não iriam parar para entender o conceito. Restava Mago ou Scion. Deixei os jogadores escolherem e ficamos com o massavéi! de se jogar como semideuses lendários.

Os dois últimos domingos foram de explicações dos conceitos de jogo e desenvolvimento dos personagens e fichas. Houve apenas uma cena de introdução com dois dos jogadores. Os três ainda não se conhecem. Estou envolvendo eles em uma pequena trama sem relação com a história pessoal deles ou com o resto da campanha, apenas para que eles estejam no mesmo lugar na mesma hora e possam se unir contra um perigo em comum.

***
Para quem quer jogar Scion, a melhor fonte de material e suporte é o site John's Scion Resources. Estamos usando os Boons, Knacks e quase todas as demais regras opcionais e material extra presente ali.

Re:SCION (campanha ainda sem nome)
« Resposta #1 Online: Setembro 16, 2013, 12:23:17 pm »
Os Herdeiros:

Sung Gyeong, Scion de Sun Wukong
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Johannes Torvald, Scion de Thor
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Dr. Hans Kelsen von-Barack, Scion de Anúbis
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Eu coloquei os três em um navio, uma linha que faz o trajeto regular China - Taiwan - Cingapura - Japão - Coréia do Sul carregando passageiros e cargas. Sung está deixando a China após completar seu treinamento, começando sua Jornada. Hans está de férias, viajando para aprender mais sobre medicina tradicional e mitologia da religião. Johnson está junto com seus amigos trabalhadores, pois o barco tem um grande carregamento de artefatos para o sr. Hargrave, recolhidos de várias escavações arqueológicas financiadas pelo milionário.
« Última modificação: Outubro 15, 2013, 08:22:31 am por Khalim »

Re:SCION (campanha ainda sem nome)
« Resposta #2 Online: Setembro 16, 2013, 12:58:25 pm »
Depois de todos fazerem sua fichas na primeira seção e grande parte da segunda, finalmente começamos a jogar.

Sessão de Introdução:
Eu conversei com os dois jogadores presentes suas razões para estarem no navio. Depois comecei com o dr. Hans; apesar de estar de férias, ele atendeu a um pedido pessoal do Capitão do navio, informando que houve uma morte misteriosa a bordo e solicitando sua opinião profissional de forma não-oficial, apenas para que o Capitão possa tomar uma decisão mais embasada sobre o fato. Isso acontece durante a manhã, poucas horas depois do corpo ter sido encontrado.
O morto é um dos trabalhadores (e assim envolverei o "Jonson", que conhecia o sujeito). Ele foi encontrado morto, caído no chão junto aos containêres e bagagens. Como o corpo estava frio e pálido, e se sabia que o falecido sofria do coração, achou-se que tinha sido somente um infarto fulminante. Foi apenas quando o médico oficial do navio (Dr. Gregor) analisou o corpo que ele notou que a história não batia. Mas ele é apenas um médico comum, acostumado a lidar com enjoos e afogamentos, não com necrópsias. Foi então que o Capitão procurou na lista de passageiros e descobriu o dr. von-Barack, médico legista.
Só de olhar para o corpo (Death 1 - Death Senses), Hans soube que o sujeito morreu ao ter o pescoço quebrado. Uma análise mais minuciosa (testando Per+Med e conseguindo vários sucessos) revelou que as marcas roxas no peito não foram causadas por um infarto, mas por uma mordida, que havia escoriações na forma de dedos no pescoço do sujeito (incluindo marcas de unha nas pontas), e outros indícios que o levaram a concluir que o sujeito primeiro foi dominado por alguém muito forte, que começou a drenar sangue de seu peito; isso provocou o início de um infarto; e só durante o infarte, com o pobre sujeito ainda vivo, é que houver a quebra do pescoço, levando à morte. Ele só contou parte de suas conclusões ao Dr. Gregor, e o fez sair com uma desculpa conveniente, afirmando ter deixado seu bisturi e outros instrumentos de necrópsia em seu quarto (o que era verdade, e proposital). Com o outro médico fora da sala, ele resolveu perguntar diretamente ao morto (Death 2 - Corpse Oracle; poucos sucessos permitiram apenas duas perguntas). Quem o matou? "Uma morena muito bonita, mas que de repente ficou muito feia". O que ela disse? "Ela não respondeu minha pergunta, e depois apenas gritou algo que eu não entendi".
Dr. Gregor retornou depois, com os instrumentos; com alguns cortes Dr. Hans demonstrou o que havia concluído antes, ele sofreu sim um infarto sim mas morreu pela quebra do pescoço, que aconteceu durante o dito infarto; e o suspeito era provavelmente uma mulher (que teve forças para fazer o que fez pois não houve resistência). Quase tudo verdade.
O capitão ficou muito agradecido pela ajuda, e disse que iria investigar com base nisso; Hans fez mais algumas perguntas, discretamente, sobre o local da morte, e se despediu.
Que conveniente, ele ter alguns livros de mitologia oriental no quarto... uma busca rápida deu a ele uma ideia melhor do que pode estar enfrentando.
A próxima cena seria Hans indo investigar por conta própria o local do crime, mas imagino que Jonson pode interferir nesse ponto e portanto paramos aqui.

A cena com Sung acontece horas depois, no final do dia. Ele está no convés do navio vendo o sol se pôr, muito satisfeito consigo mesmo, quando ouve uma voz muito sensual e irresistível o chamando. Ele falha no teste de resistência e se sente compelido a seguir a voz; logo encontra a dona, uma jovem de pele morena e olhos orientais como os dele. Ela o guia até um quarto desocupado do navio e o faz entrar primeiro; ela entra em seguida, trancando a porta atrás de si, e pede que ele se deite na cama e tire a camisa *(piadas sobre "pinte-me como um de seus rapazes franceses" interrompem o jogo nesse ponto)*. Nesse ponto o sol se põe por completo; a bela donzela se transforma em uma bruxa/vampira horrenda e de dentes afiados. O feitiço se rompe nesse momento; ela investe contra ele, e... fim da seção. Quero ver se os outros dois chegam a tempo ou se o coreano está sozinho nessa.
« Última modificação: Outubro 15, 2013, 09:56:57 am por Khalim »

Re:SCION (campanha ainda sem nome)
« Resposta #3 Online: Setembro 17, 2013, 04:14:56 pm »
Campanha interessante e promissora. Vou com certeza ler os reportes vindouros.

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Re:SCION (campanha ainda sem nome)
« Resposta #4 Online: Setembro 17, 2013, 04:31:07 pm »
1d2 leitores...  :victory:
Somos todos bots!

Re:SCION (campanha ainda sem nome)
« Resposta #5 Online: Setembro 17, 2013, 04:35:27 pm »
1d2 leitores...  :victory:
Cerca de 1,5 a mais do que eu esperava! :)

Devo avisar que os jogos não tem data marcada. As seções normalmente acontecem nos domingo mas depende de conseguir juntar todo mundo pra jogar. Devo ter só uma ou duas por mês.

Re:SCION (campanha ainda sem nome)
« Resposta #6 Online: Setembro 18, 2013, 12:28:33 am »
Bom saber desse aviso, hehehe. Depois devo começar a narrar Dungeon World e postar diário de campanha por aqui.

Re:SCION (campanha ainda sem nome)
« Resposta #7 Online: Outubro 15, 2013, 12:14:24 pm »
Finalmente, jogamos de novo neste domingo, com todos os jogadores presentes. Depois de finalizar os detalhes que ficaram faltando na ficha de "Jonson" (agora Johannes Torvald, uma versão mais finlandesa do nome; chamado apenas de Jon pelos amigos), começamos com ele.

***

SEGUNDA SESSÃO

Jon está preocupado. Ele não gosta do novo patrão, o senhor Hargrave. Não gosta da forma como ele comprou a empresa para a qual Jon trabalhava no porto de Sveabog em Helsinque, e transferiu os estivadores, capatazes e seguranças para trabalhar viajando pelo mundo carregando e cuidando de suas cargas arqueológicas pelo mundo. Em particular, ele nunca foi com a cara do homem de confiança de Hargrave, o alemão Michael Strauss. Sujeito mal encarado, sempre sério e distante, que não se socializa com os demais. Jon poderia simplesmente evitar esse cenário estranho, mas seu forte senso de lealdade com seus amigos fez ele se envolver nessas viagens.

Mas o pior foi quando, na primeira noite da curta viagem entre Hong Kong e Kyoto, seu velho amigo Jósef, faleceu. Foi encontrado morto, pálido e com rosto contorcido, deitado no chão da área de carga do navio. Sendo um senhor de quase 60 anos e sofrendo do coração a anos, todos pensaram que foi um infarto fulminante; mas Jon ouviu boatos de que o capitão e o médico do navio procuraram entre os passageiros um médico legista, ficou muito desconfiado. Estando em seu turno de folga, foi investigar por conta própria.

Ele encontrou a sala do dr. Gregor, quando ele estava se despedindo do dr Hans. Jon não é epicamente carismático, mas com uma boa conversa de amigo em luto e bons resultados no teste, ele conseguiu fazer o médico permitir que ele visse o corpo e deixasse escapar que o pescoço dele foi quebrado. Percebendo seu erro, o médico o fez prometer que ele não contaria para mais ninguém.

(Já são 10h da manhã. A essa altura, o Capitão já está iniciando sua investigação oficial, e Hans está relendo seus livros de ocultismo e mitologia dos países do extremo oriente.)

Em seguida Jon desceu até a sala de Jósef (que era supervisor de turnos e capataz). Ele encontrou o lugar desarrumado, com papéis de escalas de turno e de controle da carga espalhados sobre a pequena escrivaninha. Jon sabe que Jósef vinha trabalhando até tarde (a morte ocorreu entre meia-noite e uma hora). Havia também um frasco de remédio aberto, um comprimido do lado de fora sobre a tampa ao lado do vidro. A escala de turnos indicava que o segurança daquela noite e madruga era o tal Michael Strauss.

De lá Jon foi até o local onde o corpo foi encontrado. Ainda havia uma mancha de sangue no chão, e ele viu uma marca em um grande caixote ao lado, uma área redonda afundada na madeira. Algo tinha batido ali com força... um punho, uma cabeça, um ombro?
Nesse momento Jon se vira e dá de cara com o dr. Hans, que já havia descido e procurava investigar a cena do crime. Os dois Scions não se reconheceram como tal. Jon não gostou da presença daquele sujeito desconhecido, não acreditou quando o alemão falou que tinha permissão do próprio Capitão do navio para estar ali. Os dois personagens simplesmente não se entendem. (Os dois jogadores, irmãos, são especialistas em fazerem personagens reagirem assim)
Com a ajuda de outros trabalhadores presentes, Jon levou Hans até fora da área restrita e esperou confirmação escrita do capitão.
A mensagem do capitão dando permissão ao doutor tinha o detalhe de que ele deveria ser acompanhado por um representante da equipe do cargueiro; Jon, claro, se ofereceu.

De novo no local da morte, é a vez de Hans olhar a marca de pancada no caixote; seus sentidos mais apurados notam um fio de cabelo preso na madeira. Cabelo preto e liso. O falecido tinha cabelo mais claro, e muito curto. Hans não revela isso a Jon.

O doutor também percebe que só há dois caminhos para sair dali: voltar ao convés do navio, ou seguir para os quartos dos trabalhadores. Ele deixa a investigação do quarto aos homens do capitão, e volta ao convés, com Jon seguindo sempre desconfiado. Passando diante do escritório de Jósef, ele vê alguém mexendo nos papéis e entra. Jon não vê nada.
Hans logo percebe que é o fantasma do próprio Jósef, escrevendo em papéis que não estão ali. Hans tenta falar com o fantasma sem deixar que Jon (que não vê o fantasma) perceba, mas o espectro se ergue e, largando o trabalho pela metade, se levanta do banquinho e sai da sala, passando por dentro dos dois Scions. Tudo o que Jon percebe é uma leve brisa fria (e só depois ele estranha - não há brisa ali naquele ambiente fechado).

Já é quase meio-dia. Hans se despede de forma fria de Jon, que mal responde, e vai almoçar; Jon não precisa comer com tanta frequência (se me lembro bem, com seu nível de epic stamina e knacks associados, ele pode ficar um ou dois meses sem comer nem dormir se precisar), e decide fazer uma visita ao tal Michael e fazer suas perguntas.

A porta do quarto de Michael está trancada. Ele não costuma almoçar com os outros: sempre faz suas refeições sozinho. Jon considera simplesmente arrombar a porta, mas apenas bate e chama pelo sujeito. "Precisamos conversar". Conforme Jon insiste, Michael diz que está almoçando, que não tem nada a falar com Jon, e que ele vá pro inferno. Jon simplesmente espera.

Depois de almoçar, Hans procura novamente o capitão. De manhã ele e seus homens falaram com todos os trabalhadores em serviço naquele horário; ninguém viu nenhuma mulher na área de carga naquela noite, nem ouviram nada de estranho.
Era a vez de analisar as mulheres. O conhecimento de Hans indicava que o ataque coincidia mais com o de uma Aswang¹ - uma criatura das filipinas, com características de sereia e vampira; é uma mulher muito bonita durante o dia mas monstruosamente feia durante a noite. Se alimenta de sangue dos homens, que ela atrai com um seu canto. É uma caçadora solitária, a menos que esteja ensinando sua filha. Tem oito caninos na boca, no lugar de quatro.
Não é um morto-vivo: morre com a mesma facilidade de uma mulher comum. Claro, Hans não contou isso a ninguém.

¹Uma pesquisa que fiz depois sobre a criatura mostra que ela não corresponde com o que eu li no suplemento Antagonistas do nWoD, mas fica valendo esta versão.

Na lista de passageiros há apenas uma mulher filipina, viajando sozinho; sem querer revelar o que sabe, Hans apenas pede para acompanhar as entrevistas, sob pretexto de procurar por marcas de luta nas mais suspeitas.

Enquanto Hans acompanha em silêncio o trabalho do capitão, Jon finalmente houve a porta de Michael se abrir. Ele fecha e tranca a porta atrás de si, e se dirige ao finlandês com um direto "O que você quer, afinal?". "É sobre a noite de ontem". "Eu já disse tudo o que tinha pra dizer. Não vi aquele idiota durante a noite, não ouvi nada, nem sei de mulher alguma. Agora com licença!". E ele sai dali. Jon passa de desconfiado a certo de que Michael está escondendo algo - Jon não citou nenhuma mulher! Ele decide que vai entrar naquele quarto de qualquer jeito, mas primeiro ele passa no próprio quarto para pegar seu revólver, e depois no escritório de Jósef para olhar os papéis relacionados a carga. O que havia nos caixotes perto de onde Jósef morreu? Material retirado da china - três soldados de terracota inteiros, bem acolchoados, e várias partes quebradas de outros; pergaminhos antigos de todo tipo; espadas, lanças e outras armas antigas; vasos e objetos de cerâmica retratando épocas diversas. Será que, depois de todos esses anos ignorando sua herança divina, Jon esbarrou em algo sobrenatural?

Finalmente, chegou a vez da mulher filipina ser entrevistada. Ela é muito bonita, pele morena, cabelo preto, não parecia ter mais de 25 (a lista do capitão indicava que ela tinha 32).
Ela responde como todas as demais mulheres desacompanhadas antes dela: fora dormir cedo naquela noite, não viu nada, não tinha álibi. O capitão não viu motivo para desconfiar dela mais do que das outras; Hans notou que ela escondeu os dentes com a mão, muito discretamente, em um determinado momento. Logo que ela foi dispensada, Hans sugeriu ao capitão que chamasse o dr. Gregor para acompanhá-lo a partir de agora, pois ele precisava se encontrar com alguém.

Hans teve suas suspeitas confirmadas ao ver a moça se dirigir a um quarto desocupado, em uma esquina do corredor, e forçar a porta para entrar. Alguns minutos depois ela sai, vestindo uma capa, e se dirige ao convés mais próximo. Havia apenas um homem ali, um jovem coreano olhando o sol perto de se pôr; Hans vê a cena que eu já havia descrito para Sung: ele é enfeitiçado pela voz da aswang, e forçado a entrar no quarto que ela havia preparado. A criatura não conseguiu bom sangue com sua última presa (o senhor de meia-idade no meio de um infarte por causa do ataque dela), e portanto precisava se alimentar novamente, e logo. O rapaz de corpo atlético seria perfeito.

Vendo a assassina entrar no quarto com mais uma vítima, Hans corre para o alarme de incêndio mais próximo. No quarto, depois de tirar a camisa, Sung sai do efeito do feitiço ao ver a mulher assumir feições monstruosas, um rosto cinzento e enrugado, e uma boca cheia de dentes afiados, avançando na direção dele. Ela tenta agarrá-lo pelo pescoço, mas o filho de Sun Wukong desvia com facilidade, e responde com uma rasteira; ela se levanta e o morde no braço, sem conseguir tirar sangue. Sung consegue alcançar seu bastão (ainda do tamanho de um palito) e, fazendo ele crescer, empurra a 'vampira' para o outro lado do pequeno quarto. O alarme de incêndio soa nesse ponto da luta, enquanto Sung se aproxima da porta, ainda segurando a aswang contra a parede na outra ponta do bastão.

Ele abre a porta, dando de encontro com o dr. Hans. Os dois fecham e seguram a porta por fora, mantendo a aswang presa dentro do quarto. Logo chegam dois oficiais do navio, com extintores na mão. "Onde está o fogo?" "Não é isso! A assassina, atacou esse rapaz e agora está aqui dentro!" "Você, chame o capitão!" A essa altura, a mulher tinha parado de bater e de tentar abrir a porta por dentro.

Momentos depois, quando o capitão chega e arromba a porta trancada por dentro, encontra apenas um quarto desocupado e uma escotilha aberta. Faminta e encurralada, a aswang preferiu se jogar ao mar do que enfrentar o que quer que lhe fosse acontecer ao ser descoberta.
Para Hans e Sung, também foi melhor assim. Como já havia anoitecido, e o navio iria chegar ao japão na manhã seguinte, eles decidem se encontrar no porto após o desembarque.

Enquanto isso, o alarme de incêndio fez todos os trabalhadores deixarem a área de carga - exceto Jon, que volta ao quarto de Michael. Ele não tem dificuldade de arrombar a porta; ele se decepciona ao não encontrar nenhum item roubado ou sinal de crime, mas estranha ao ver sacas de arroz, latas de comida, todo tipo de mantimento acumulado em um dos cantos -  e nenhum sinal de fogão portátil, abridor de lata, prato, talheres...

Nesse ponto Michael chega, e começa a tentar expulsar o intruso. Não, ele não tem que explicar nada para você, Jon. Irritado, Jon imprensa Michael contra a parede, erguendo o sujeito sem fazer esforço. Michael reage com... uma moeda? Ele encosta a moeda no braço de Jon, e de alguma forma isso provoca uma grande dor, suficiente para que ele se solte. Michael então saca uma faca curvada (um kukri bem afiado), enquanto Jon improvisa com um banquinho. Jon domina a luta usando seu grito de guerra (ainda bem que não tinha mais ninguém nos quartos ou na área de carga, certo?), deixando o outro abalado e incapaz de agir direito (Michael tem uma falha crítica e solta o kukri e a moeda). Após levar uma pancada forte na cabeça que teria derrubado um cavalo, as tatuagens de Michael começam a brilhar ao redor das áreas machucadas, e suas feridas se fecham. O efeito do grito de guerra já passou, Jon perde tempo apanhando do chão a kukri do outro, e Michael faz suas tatuagens brilharem de novo, de forma diferente - dessa vez, ele some no ar! Jon falha em impedir que ele saia do quarto, e tenta perseguí-lo até a área de cargas.

Por sorte ele ouve um barulho de madeira sendo partida, e vê outra tábua se quebrando do nada, na parte de cima de um caixote grande mas baixo. Desse buraco, uma espada é erguida no ar. Jon falha em puxar Michael por onde suas pernas invisíveis deveriam estar (falha crítica), escorrega e cai no chão; ele vê a espada se aproximar no ar, mas depois some (presumivelmente sob as roupas invisíveis de Michael). Ele tenta provocar Michael, chamando ele de covarde, mas de nada adiante - ele se foi.

Jon decide procurar ajuda, voltando ao convés. Dali ele vê uma luz forte vindo do escritório de Jósef: lá está seu amigo morto, ao lado de uma mulher muito bela, com longos cabelos louros, vestindo armadura. Ao redor deles não está a sala de madeira, e sim um campo verdejante e um céu muito azul. Os dois sobem em um grande lobo, e saem voando, pois Jósef morreu lutando contra a aswang, e agora ele está sendo levado para o Valhala por uma Valquíria.
Jon sai desse transe quando chegam os outros dois seguranças da empresa (que alternam turnos com Michael). Ao olhar de novo para trás, não há mais campo nem céu, só os papéis ainda espalhados sobre a mesinha.
Se recompondo, Jon leva os dois vigias até o quarto de Michael, dizendo que ele tem "desviado mantimentos" e "roubando objetos da carga". No quarto está Michael, se fazendo de desorientado, suas feridas visíveis de novo. Ele diz que foi Jon que o agrediu, e que Jon é o ladrão; infelizmente, estando Jon armado (seu revólver e a kukri de Michael), a suspeita recai mesmo sobre ele. Pior, depois a tal espada foi encontrada no quarto de Jon. Ele é detido, e não reage mais.

No dia seguinte, o navio atraca no porto de Kyoto. Um telegrama do próprio senhor Dorian Hargrave informa que ele deposita sua total confiança em Michael Strauss, e demite Johannes Torvald da companhia. Sobre a acusação de roubo, ele não presta queixas, mas que o Capitão e as autoridades locais podem tomar as providências legais cabíveis. Jon não é informado de nada que o telegrama tenha a dizer sobre Jósef.

Mesmo se ele não acabar preso, Jon agora está sozinho no Japão, sem sua arma, e sem dinheiro, enquanto seus amigos estão envolvidos em alguma trama internacional, perigosa e sobrenatural (e alguns deles já não confiam mais nele). Tudo o que ele sabe é que a carga do navio será desembarcada, juntada a mais itens antigos reunidos no Japão, e enviados à de volta à Europa Oriental de avião em dois dias.

Enquanto isso, Hans e Sung se encontram no cais. Hans tem alguns dias antes de seu vôo de volta à Alemanha, e havia planejado aprender sobre medicina tradicional e ocultismo local. Mas agora, ele está interessado em saber quem é esse rapaz coreano com um bastão mágico. Sung, por sua vez, quer saber que tipo de mulher-vampira era aquela, e talvez fazer amizade com outra pessoa igual a ele.

***

Como antes, a próxima sessão pode ser já neste domingo, ou daqui a um mês ou mais.