Autor Tópico: Hellios Se Oriente  (Lida 2894 vezes)

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Offline kinn

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Hellios Se Oriente
« Online: Fevereiro 20, 2012, 02:54:02 pm »
Isso foi uma piada que meu antigo grupo fez de como seria o slogan da campanha oriental dele.
Agora estou mestrando para outro grupo no oriente.

Para quem estiver curioso sobre a teogonia ocidental, está aqui: http://contosdacrisalida.blogspot.com/search/label/Hellios

Piyu Zhu

Não se sabe o que havia no início, pois esta era a Era dos deuses.
Supõem os sábios que havia apenas o Tao intangível e indistinto.
Tudo ele continha; nada era e tudo ao mesmo tempo, eis o Tao.
Era inteiro, perfeito e inefável e se dividiu gestando Yin e Yang.

O Yang gerou a luz; esta o dia e ela ainda a Fênix celestial solar.
Seu mundo era vívido, alegre e exuberante, ainda que ilusório.
O Yin cobriu tudo um manto de escuridão; a noite do rei Dragão.
Seu reino era frio, racional e sinistro, onde as almas era julgadas.

Yang após Yin. Yin após Yang. Num ciclo eterno e harmonioso de
Criação e descriação, morte e vida, modelou os planos e gerou
Grandes frutos, como a criação do mundo e surgimento dos deuses.

E estes deuses, que eram oito segundo consta, fizeram o mundo
E neles colocaram os mortais, de diversos tipos, animais e espíritos
Povoando o mundo de grande diversidade; dez mil seriam as coisas.


E os mortais, primitivos e supersticiosos, não sabiam lidar com os deuses
Nem sabiam como se apartar das feras selvagens ou mesmo os espíritos,
Quer fossem falecidos ou entidades trapaceiras, tudo era horror e pesadelo
Os mortais viviam como nômades, sem conhecimento nem sabedoria da vida.

Nesse momento, desceram do céu oito imortais e se ofereceram para ajudar.
Tinham como mestre as estrelas e com a permissão delas, traziam sua corte.
Apesar disso, eram polidos e educados para solicitar permissão dos deuses
Antes de começar o seu fastidioso empreendimento da educação dos mortais.

Uma parcela grande da burocracia celestial havia descido a terra e com eles,
Os oito imortais, que eram ministros do Grande Imperador Dourado; auxiliavam
O governo dele aconselhando quais decretos deviam ser emitidos pelo reino.

O primeiro governo foi de Xingyun Nushen, a vidente e durou dez mil anos.
A Dama da Sorte, criou a adivinhação, os ritos e libações para os deuses,
As bases da civilização e mandou erigir templos em oito locais sagrados.

O segundo governo também durou dez mil anos e quem seguiu foi seu esposo,
Tie Fuchin, o Pai de Ferro, que ensinou a ciência da forjaria e arquitetura ao povo.
O dever familiar e o respeito aos ancestrais se tornou a maior lei de seu governo,

O governo seguinte pertenceu a Chihon Huoni-i, a Chama Vermelha da espontaneidade.
Com o povo educado, ela pediu ajuda ao imortal Gaojié e ele lhes ensinou a escrita.
Graças a isso, ela pôde dedicar o povo ao entretimento e desenvolver o pensamento.
Pois ela era a patrona das artes, musicista e poetisa, patrona dos romances e teatro.

Guanliao Liwei, o Burocrata Legalista, foi o próximo a governar e começou criticando
A imortal que não conseguiu governar sozinha. Para piorar, infortúnios apareceram,
Inundações, secas, ataques de bárbaros estrangeiros, tudo de uma vez; eram provas:
Os mortais se comportavam mal e deviam permanecer sobre leis rígidas ou sofrer.

Shang Xiê Wang, o Santo Rei da Neve, seguiu o comando pelos próximos dez mil anos.
Sua missão foi difícil, mas foi cumprida a contento: deveria ensinar a arte da esgrima
Aos mortais e com eles treinados construir exércitos para defender o povo e o reino.

Gaojié Zhengzhi assumiu seu posto preocupado com a opressão que o povo sofria
O Político Idealista, afrouxou a lei e deixou o pensamento livre fluir; nenhuma crítica
Devia ser silenciada; mesmo os governantes tinham algo a aprender, como a ensinar

Finalmente, assumiu Gui Xiaojié, a Senhorita Astuta, e resolveu fazer como Chihon,
Seguindo conselhos de Guanliao, retomou as leis repressoras, pois seu ministério,
O departamento da cultura havia descoberto coisas terríveis sobre os ditos deuses:
Na verdade, faziam pacto eles com os Primordiais, o inimigo e mestres dos demônios.

Os deuses ultrajados pela injúria, revelaram ter descoberto outra verdade sombria:
Eram os imortais, servos destes demônios; humanos que obtido de fato vida eterna,
Mas ao custo da vassalagem a estas criaturas de fora da criação, abomináveis e vis.
Com as armas em riste, a guerra começou e duraria ainda por outros dez mil anos.

Mesmo a Fênix Celestial e o Dragão das Trevas, brigaram, cada um defendendo
O ponto de vista que lhe parecia inocente de tão graves acusações e perfídia.
Mas um evento em particular selou a guerra e mudou o mundo para todo o sempre.

Contam os imortais que os ditos deuses, dispararam contra o céu; algo proibido.
Onde ela foi conjurada só existe um imenso deserto maldito até os dias atuais;
O Céu tremeu e reluziu, abalado em suas fundações, até que finalmente, CAIU!

Os servos dos deuses, contam uma versão diferente; não falam de magia,
Mas atestam que algo caiu do céu e este algo tremeu o mundo e queimou,
Criando o temível Grande Deserto, onde as crias dos primordiais assolam.

Independente deste fato, a maioria dos imortais, liderados por Guanliao Liwei,
Fez algo impensável: um ataque direto aos templos de cada um dos deuses.
Traindo a promessa e o acordos feitos no passado, baniram todos os deuses,
E mais ainda, trancaram o acesso a todos os planos espirituais definitivamente.

Alguns imortais, acharam isso um exagero e foram contra seus companheiros.
Particularmente Sheng Shan, o Sábio da Montanha, dizia não ser auspicioso.
Os cinco imortais que selaram os deuses combateram-no e foram derrotados.

Ele foi ao norte e dizia não mais reconhecer o comando do Imperador Dourado
Seguiram ele Chihon Huoni-i e Shang Xiê Wang, criando assim um novo país.
P'iu Zhu era o norte. As terra dos ancestrais, ligada à cadeia de montanhas.

E assim a guerra acabou. Os imortais, mesmo sendo humanos, eram eternos.
Ainda assim venceram aqueles que se chamavam deuses; então eram falsos.
A literatura cresceu e proliferou contos de como podiam também virar imortais,
Tanto contos onde eles eram heróis, quando os que eram vilões vencedores.

O tempo passou nesses governos de dez mil anos, e restaram apenas virtudes,
Que eram oito, ditas pelos deuses, espontaneidade, a sabedoria, a astúcia;
O valor, a honra, dever familiar, a inteligência e o orgulho. Deram nascimento a:
As artes, a magia, a espionagem, a esgrima, as leis, a arquitetura, a escrita;
As formas de adoração e ao culto dos ancestrais.

FIM DA PARTE I
« Última modificação: Fevereiro 20, 2012, 11:12:08 pm por kinn »
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Offline kinn

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Re:Hellios Se Oriente
« Resposta #1 Online: Fevereiro 20, 2012, 11:09:47 pm »
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Offline kinn

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Re:Hellios Se Oriente
« Resposta #2 Online: Fevereiro 20, 2012, 11:10:16 pm »
Piyu Zhu é um país frio e cada vez mais gelado quanto mais se aproxima da cadeia de montanhas do norte que os separa da região do gigantes e bárbaros que lá vivem.

A cadeia de montanhas se estende ao leste e criou uma barreira natural contra o deserto amaldiçoado e as invasão das criaturas que lá residem, embora ocasionalmente algumas dessas criaturas apareça dentro do país.

Com tantas montanhas, é natural que hajam muitas nascentes de rios fazendo o país abastecido boa quantidade de rios e torna muitos terrenos alagadiços, o que é importante para a cultura do arroz local.

Não existem muitas estradas e o comércio é predominantemente local, com raras caravanas viajando entre as cidades para negociar o excedente que produzem e adquirir os produtos que não possuem. Essas viagens são perigosas, pois há bandidos e monstros por toda parte, espreitando os incautos. Não a toa, o trabalho mercenário incentiva os aventureiros na proteção dessas caravanas e é um começo comum de muitos leitores dos romances sobre os grandes mestres que viraram ou venceram os imortais.

No norte, onde os três imortais rebeldes abandonaram o Imperador Dourado vivem, criaram um país menos burocrático e hostil contra os youkais, deixando-os viver com liberdade e sem perseguição e preconceito por serem aliados e devotos dos antigos deuses banidos.

Existem poucas cidades grandes (2) e a organização mais comum é a vila que pratica economia de subsistência.
Entre os youkais a devoção aos kami ainda é comum, embora os nomes dos deuses tenham apagados da história na guerra, quem os reverencia, reverencia ao conceito original deles ou à Fênix solar e ao Dragão da noite. Os humanos costuma prestar culto ao antepassados - em especial buscando aplacar sua dor de não poderem partir deste mundo e ao invés disso, se converterem em guardiões de suas famílias.
Apesar de raro, alguns mortais orem aos imortais tratando-os como verdadeiros deuses que venceram aqueles que eram falsos.

===

No sul o governo é mais rígido e as leis são promulgadas por decretos imperiais. Cada cidade tem altos oficiais governando quando não há um dos imortais morando nela e eles moram nas cidades dos templos onde eles fizeram seus juramentos de fidelidade. Hoje, mantem vigilância destes portais para que continuem fechados.

O sul não reconhece a independência do norte e trata todos seus habitantes como rebeldes. Já houveram incursões de guerra e tentativa de reconquista, mas foram rechaçados pelos três imortais do norte. Hoje a fronteira é local de tensão entre os dois reinos.

Lá os youkais são considerados cidadãos de segunda categoria - por terem sido servos dos kamis - e tiveram de jurar fidelidade ao Imperador ou morrer. Apesar disso, há desconfiança frequente sobre eles e temor de sociedades secretas que tem por objetivo libertá-los da opressão dos seres humanos.

No sul, como não há a proteção das montanhas contra as ameaças do deserto, frequentemente há ataques de aberrações dali, bem como, tipos bárbaras que vivem ali. Apesar do apoio logístico dado pelo governo central, a situação da fronteira é frágil e ela pode cair num ataque maior ou mais coordenado dos intrusos.

Existe uma boa quantidade de estradas no país, todas elas se dirigindo a cidade imperial, mas ainda são pouco numerosas para a necessidade do grande país. Muitas vilas e cidade pequenas vivem isoladas e por sua própria conta, sem contar com oficiais imperiais mesmo para cobrar-lhe o tributo.

O culto aos kamis é proibido, embora seja praticado secretamente. Da mesma forma que no norte, existe o culto aos antepassados, embora ele também seja praticado pelos não humanos, inclusive oficialmente.
Os templos dos kamis foram trancados pelos imortais, mais servem para prestar cerimônias e ritos, como casamentos e enterros, todos ordenados por sacerdotes de confiança, escolhidos a dedo pelos imortais sulistas.

A economia é bem mais desenvolvida que no norte, especialmente porque o clima é mais ameno e é possível praticar variados tipos de culturas agrícolas. Objetos de arte são produzidos em grande escala, sempre de fina qualidade, tornando vários artistas donos de marcas de renome. Muitas caravanas circulam pelo país - inclusive pelo norte. Alguns destes vendedores conseguiram um edital especial com o imperador para serem considerados um pequeno país em movimento - e assim podem circular livremente e sem precisar se envolver no conflito. Esses passaportes são valiosíssimos e são protegidos por grandes mestres totalmente leais ao clã.

(Acho que foi produtivo - se tiverem mais perguntas sobre geografia/economia/política/etc, digam)
« Última modificação: Junho 29, 2012, 11:10:32 am por kinn »
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Offline kinn

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Re:Hellios Se Oriente
« Resposta #3 Online: Junho 29, 2012, 11:12:26 am »
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Offline kinn

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Re:Hellios Se Oriente
« Resposta #4 Online: Março 12, 2015, 08:52:36 pm »
Estou para finalmente começar minha campanha no oriente (e portanto, reviver esse tópico) quando surgiram problemas administrativos:
A campanha será online e alguns dos jogadores terão acesso via celular/tablet

De início, iríamos jogar pelo roll20, o qual já tenho experiência (como jogador), mas acabamos de descobrir que para acessar ele via celular, é pedido que o GM ou o jogador em si seja pagante... Vocês conhecem algum outro local para jogar online que não tenha essa restrição?

Ou aplicativo que faça o roll20 não implicar?
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